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ORDENAÇÃO DIACONAL DO Ir. MARCIO

Eis que no dia 6 de setembro, às 09:00 horas da manhã, a paróquia Santo Antônio de Igarapé teve a alegria de presenciar a solene ordenação diaconal do religioso Ir. Marcio Ferreira dos Santos Corrêa, realizada no ginásio poliesportivo da cidade. Na celebração, além dos paroquianos e amigos, estava presente a família do religioso, representada pelo seu pai, Nilo dos Santos Corrêa; o delegado da congregação dos Missionários Servos dos Pobres, Pe. Helio Meira Augusto; o pároco local, Pe. Francisco de Assis dos Anjos; o vigário, Pe. Anoar Rossetto; e Dom José Carlos, bispo da Diocese de Divinópolis. Nesse domingo, Ir. Marcio, já de votos perpétuos e com a experiência de nove anos de formação, recebeu o primeiro grau da ordem que precede a ordenação presbiteral, que será realizada dentro de poucos meses.
            Dentre tantas coisas bonitas da celebração, a homilia muito bem preparada do nosso bispo teve destaque. Em sua reflexão, o bispo comunicou a interpretação e a atualização das leituras a todos os presentes, dirigindo-se ao Ir. Marcio. Segundo as suas palavras, o Ir. Marcio tem dois modelos principais de Igreja: a pessoa de Jesus Cristo e o Beato Giacomo Cusmano, fundador da sua congregação. Como eles, disse Dom Carlos, o novo diácono tem o compromisso de dedicar o seu ministério principalmente aos pobres e excluídos da nossa sociedade; um serviço que se presta sendo fiel à Igreja e sendo obediente aos superiores.
            Também foi marcante o momento da ladainha, quando o candidato deitou-se na frente do altar e todos se voltavam para a cruz, para aquele que se entregou pela salvação de todos. Lá deitado o Ir. Marcio entregava todo o seu ser, o seu coração e o seu destino. Depois disso, houve o rito de imposição das mãos, o momento mais esperado e tão importante. Realmente foi algo muito significativo para a vida do nosso religioso, para a Igreja toda e principalmente para a sua congregação que, há alguns anos, carecia de uma vocação perseverante como esta.
Em nome da paróquia Santo Antônio e da congregação Missionários Servos dos Pobres, agradecemos ao nosso Diácono Marcio, pelo seu sim! Desejamos a ele a luz do Espírito Santo e a proteção de Nossa Senhora, Mãe de Deus. Além disso, não poderíamos esquecer-nos de agradecer a todas as pessoas que de uma forma ou de outra ajudou a organizar e realizar este evento em tão curto tempo. É com muita gratidão que nos lembramos daqueles que ajudaram nas funções litúrgicas e no almoço comemorativo: o nosso muito obrigado!


A Amizade Uma Reflexão Filosófica

A amizade é de extrema necessidade na vida dos seres humanos. Pois, todos desejam ter amigos, mesmo quem possui todos os outros bens: honrarias, títulos, riquezas. Todos necessitam de amigos. Parece que quanto mais fortes forem os laços da amizade, mais ela correra riscos. Ora, as pessoas acham que nas dificuldades financeiras, ou nos relacionamentos, ou em qualquer outra dificuldade, os amigos serão a única proteção. Os amigos auxiliam as pessoas, em particular os jovens, a evitar os desacertos da vida e com a amizade parece ser mais fácil a realização de qualquer prática, pois com os amigos as pessoas se sentem protegidas.  
Aristóteles[1] (384 – 322 a.C) fala de três tipos de amizades, as quais duas delas se desfazem com grande facilidade e a outra ele a considera como a amizade perfeita. Mas para defini-las ele as compara com as qualidades que levam as pessoas a serem amadas, pois no bem que elas desejam à outra é no que se fundamenta a sua amizade.
Os amigos, cuja amizade é baseada no interesse, na verdade não amam um ao outro por si mesmo, mas sim pelo motivo, ou melhor, pelo proveito que o outro lhe proporciona. A mesma razão se dá aquelas pessoas que amam as outras por causa do prazer. Sendo assim, as pessoas que amam as outras por interesse as amam visto que é bom para si próprio, porque lhe são agradáveis, e não por que a outra pessoa é quem ama, mas pelo fato de lhe serem útil ou agradável. Ora, esses tipos de amizades como diz Aristóteles, são consideradas acidentais. Parece que tais qualidades de amizades têm um laço muito frágil, por isso se desfazem com facilidade, por que as pessoas nesse sentido, não permanecem firmes como inicialmente. E se uma delas deixar de ser útil ou agradável, a outra deixa de amá-la, porque tais qualidades não são permanentes, sempre mudam.
Para os jovens o motivo da amizade talvez seja o prazer, pois eles agem sobre as emoções. Tais prazeres mudam à medida que vão envelhecendo. Os jovens são amorosos, porque a amizade por amor é dependente da emoção e buscam o prazer. Por isso os jovens amam e deixam de amar com certa frequência. Consequentemente acontece o mesmo com a amizade. A amizade perfeita é a existente entre as pessoas que são boas e tem uma boa moral e nesses casos elas querem o bem uma à outra com a mesma intensidade, simplesmente porque o seu semelhante é bom e ambos são bons em si mesmos. As pessoas que desejam o bem aos seus amigos, simplesmente pelo fato deles serem o que são, essas pessoas entenderam a amizade naquilo que na verdade ela é e terão uma vivência de amizade duradoura, porque ser bom é para toda a vida.
Para as pessoas serem realmente amigas e manterem uma amizade sincera é necessário que ambas as partes demonstrem serem dignas de sua amizade e estejam dispostos a receberem sua confiança. 
Se a amizade for relacionada pelo prazer ou pelo interesse, até mesmo duas pessoas más poderão ser amigas, ou então uma pessoa boa e outra má. Mas por serem o que realmente são, é claro que só pessoas boas podem ser amigas. E ainda mais, é só entre as pessoas boas que pode haver confiança e qualquer outro tipo de sentimento que a gente se espera de uma amizade sincera.
Parece, que não há nada de mais, em roper uma amizade que fosse baseada no interesse ou no prazer, pois quando os amigos não tiverem mais essas caracteristicas, a amizade acabará, porque os amigos, na verdade, eram amigos dessas qualidades e não necessariamente das pessoas. Aristóteles definiu a amizade como o sentimento de bem que uma pessoa deseja a outra ou então que deseje que seu amigo viva por sua causa. Eeste sentimento é como o amor das mães em relação a seus filhos. Parece ainda que outros a definem como o sentimento de duas pessoas que convivem juntas e gostam das mesmas coisas e se preocupam pelas alegrias e tristezas um do outro.
É necessário que as pessoas amem seus melhores amigos e os melhores amigos são aqueles que nos desejam o bem simplesmente por nossa causa, mesmo que ninguém saiba. Há alguns ditados que comprovam isso, “os bens dos amigos são comuns”, “amizade é igualdade”. A convivência é uma caracteristica singular da amizade. A presença de amigos é muito prazerosa, tanto nas adversidades quanto na prosperidade, simplesmente pelo fato de as dores, os sofrimento ou qualquer tipo de sentimento reprimente, são aliviados com a presença de amigos, porque esses sentimentos se tornam compartilhados. Claro que isso serve também para a prosperidade, pois nos trás pensamentos agradaveis e conforto.
Contudo, em nossos dias chamamos muitos de amigos, há os que até chamam como seus amigos os celulares, ipads, tablets, etc., em fim, as tantas tecnologias que deviam nos aproximar, são as coisas que mais nos distanciam das pessoas próximas a nós.
Deste modo, não devemos esquecer que o nosso verdadeiro amigo é aquele que nos ama por sermos aquilo que realmente somos, o próprio Deus.
                                        
                                                                                       Ir. Genival dos Santos Araújo




[1] [1] Cf. ARISTÓTELES, Ética a Nicômaco, Brasília, Universidade de Brasília, 4a Edição; 2001 


VIDA CONSAGRADA -  Votos Perpétuos

           É o estado de vida que se caracteriza por uma radicalidade assumida por alguns dos Cristãos, que têm a partir de então, a função de mostrar para a Igreja e para o mundo qual a Profundidade do amor de Deus (cf. Ef 3,18), bem como todas as implicações deste seguimento radical de Jesus Cristo, pela Profissão dos Conselhos Evangélicos.        
A vocação à vida consagrada é um chamado a uma relação única com Cristo, que vem da imitação dEle da maneira mais radical.

A vocação à vida consagrada é um dom especial recebido de Deus dentro de um carisma do seguimento de Cristo casto, pobre e obediente. A pessoa consagrada é uma pessoa nomeada para uma maneira especial de seguir a Cristo e dar-lhe um coração verdadeiramente indiviso (cf. 1 Cor 7, 34). É alguém que, deixando tudo para estar com Cristo e segui-Lo mais de perto, como consequência dá-se de si mesmo para o próximo.
É nesse espírito de doação de amor a Deus e ao próximo que o Irmão Marcio Correa, da Congregação dos Missionários Servos dos Pobres se consagrou a Deus por inteiro fazendo os votos perpétuos de pobreza, castidade e obediência. Se dispondo a dar continuidade a missão do seu santo fundador, o Beato Giácomo Cusmano. “Com o carisma operoso, alegre e dinâmico, veem na pessoa do pobre a imagem de Cristo sofredor trabalhando pela promoção de sua dignidade humana e cristã.”
Contudo, Fiel e alegre a resposta a tal dom exige a decidida busca da santidade. Além disso, requer sabedoria, disciplina e vigilância constante para permanecer em uma amizade mais cordial com Deus.  A vida consagrada e os conselhos evangélicos são um sinal claro da festa eterna da alegria que Deus tem preparado para aqueles que o amam.
Os votos perpétuos é um período marcante na vida de um religioso, pois confirma para sempre o querer e a vontade de consagrar a vida para Deus, para Igreja e para os irmãos e irmãs. Quem teve o privilégio de participar da celebração percebeu a profundidade e a beleza que Deus faz na vida daqueles que se entregam ao seu amor.
Contudo, Irmão Marcio, agora consagrado perpetuamente a vida religiosa na congregação dos Missionários Servos dos Pobres, buscará no seu dia-a-dia, a vivência do itinerário espiritual, espelhado no seu santo fundador, o Beato Giácomo Cusmano, de olhar para Cristo como modelo de santidade respondendo a sua vocação de batizado e de consagrado a vida religiosa.
Por fim, rezemos pela perseverança de nosso religioso, e das demais vocações. E para que suscite no coração de nossos jovens o chamado a se consagrar a Deus através da vida religiosa e sacerdotal. 
                            Ir. Genival dos Santos Araújo

FICA CONOSCO SENHOR! (Lc 24,13-35)

Fica conosco Senhor! Esse é o pedido dos discípulos de Emaús que ecoa ainda hoje, fica conosco Senhor! De dois argumentos: já é tarde e o dia já declina, brota uma singela e humilde prece, fica conosco Senhor! Representa a comunidade que estavam perdendo as esperanças no Cristo, no Ressuscitado.
Os discípulos não conseguem enxerga-lo, estão tristes, sem esperança. Jesus ainda se apresenta de forma humilde, como um forasteiro. É interessante perceber, que é neste ambiente de tristeza que Jesus revela o projeto de Deus, que já foi anunciado pelos profetas. Jesus se aproxima do discípulo, procura saber o motivo da tristeza, e em seguida traz novamente o entusiasmo daqueles que estavam sentindo-se abandonados. 
Com isso, Jesus nos ensina que não abandona os discípulos, Ele fica, permanece com eles, permanece conosco! O apelo dos então, discípulos, não deixa de ser o apelo da humanidade hoje: Fica conosco Senhor! Ao atender o apelo Jesus é reconhecido como o vencedor da morte.
Certamente caros leitores, nós já passamos por essa experiência dos seguidores de Jesus. Participamos da missa, mas algo aconteceu na vida que nos deixa tristes, sem medo, sem esperança, e de repente vem alguém e nos mostra o caminho, uma direção, mas as vezes não é o bastante, a tristeza é profunda, para se ter alegria naquele momento. Com isso, nossa necessidade é imensa, por isso pedimos: Fica conosco Senhor! Ele fica, e agora as palavras já não são mais necessárias, pois Deus se mostra num ato de amor, no momento de partilha. Contudo, ao olharmos para trás, percebemos que Ele sempre esteve no caminho, com suas palavras de amor e esperança, não é uma ilusão, é vivo, e está no meio de nós.
Saliento ainda o papel dos verdadeiros discípulos. Que ao reconhecer Jesus, não se acomodam, mas imediatamente saem ao encontro daqueles que estavam mergulhados na tristeza.
Pedimos que Cristo fique conosco, e Ele permanece, porém, nos é exigido a ascese de o reconhecermos no rosto dos mais humildes, dos mais necessitados, dos excluídos. Pois, como diz Pe. Zezinho em uma das suas músicas, “(...)seu nome é Jesus Cristo e passa fome(...).” 
Por fim, “Vitorioso, ressuscitou e após três dias a vida Ele voltou Ressuscitado, não morre mais, e está junto do Pai pois Ele é o filho eterno.
Mas Ele vive em cada lar e onde se encontrar um coração fraterno. Proclamamos que Jesus de Nazaré Glorioso e triunfante Deus conosco está Ele é o Cristo é a razão da nossa fé E um dia voltará”( Pe. Zezinho)
Fica conosco Senhor!
                                                            Ir. Genival dos Santos Araújo S.D.P.

VIDA CONSAGRADA

             A Vida Religiosa não é uma fuga do mundo, mas pelo contrário é orientada a ele, de maneira a salientar um contraste com o mundo, sendo um compromisso. Deste modo, homens e mulheres acolhem ao chamado de Deus, procurando dar o seu sim diariamente, para serem testemunhas de Cristo, num seguimento radical.
          Na Vida Religiosa há duas características de suma importância: os Votos e os Carismas. Assim, nos deteremos nessas duas características.
Votos
          Os Votos são como que sinais visualizadores de uma realidade futura como sonho, mas presente como necessidade. Não se pode mergulhar naquilo que a sociedade apresenta como modelo. Assim, se enfoca o contraste do Evangelho com a sociedade materialista. O voto é para os homens e mulheres que o contemplam, sinal de que existe alguma coisa muito maior que simples realidades terrenas. Sinal mergulhado no Cristo histórico, atualizado no Cristo vivo e eucarístico presente em todas as comunidades e que aponta as realidades vindouras do Reino já iniciado. O voto é sinal de que a vida tem sentido para todos.
           Na sociedade que privilegia o poder, o religioso responde com a obediência. O voto de obediência é um sinal onde homens e mulheres colocam-se numa atitude de dependência de Deus, que assim, são porta-vozes e braços de Deus. É a experiência que sentiu o profeta Amós: a vocação é descobrir e reconhecer que o Senhor quer dispor da vida das pessoas para seus projetos. Numa sociedade que privilegia-se o erotismo, a vida religiosa vem responder com o voto de castidade, que é a oferta oblativa da própria vida. É a entrega da força vital que é a sexualidade a uma causa nobre. Por fim, os religiosos para demonstrarem que o ter não é tudo na vida e sim apenas um instrumento, fazem o voto de pobreza. Falar em viver a pobreza, sem ter nada em seu nome, sem buscar ambições, é um sinal profético de contraste para a sociedade capitalista que privilegia o dinheiro e o ter coisas. As pessoas não devem valer pelo que elas têm, mas pelo que elas são.
Os Carismas
          Como já mencionado anteriormente, os carismas são outra característica de valiosa importância na Vida Religiosa.
O carisma é um dom, uma graça, um presente, que está relacionado diretamente com o ser da pessoa. É aquilo que ela é, é a ação de Deus na vida da pessoa. Dessa forma, o carisma é uma ação do Espirito Santo na pessoa, que o potencializa a determinada missão. Os religiosos vivem carismas específicos que são suscitados pelo Espirito Santo nos seus fundadores a uma missão especifica, por isso os religiosos pertencem há uma determinada congregação.
Vemos que os religiosos normalmente estão ligados a uma congregação frente a grande obras, como por exemplo: escolas, hospitais, mosteiros, missões populares, obras sociais, e em tantos outros lugares. Essas obras são frutos do carisma especifico. Contudo, as obras são formas de externalizar os carismas suscitados nas congregações religiosas.
A vida religiosa é diariamente desafiada a estar com os que mais sofrem. É uma graça do Espírito Santo, partilhar da vida dos últimos. Ama-se os pobres, não por serem pobres, mas por serem pessoas humanas, “Preferidas do Pai”. Daí a gratuidade do amor.
Lembremo-nos que estamos no ano da vida consagrada, e voltemos nosso olhar para com os religiosos, para os jovens que estão apenas começando, para os de idade avançada que já testemunharam com a vida e principalmente para que brote no seio de nossa comunidade novas e santas vocações.
                                                                                           Ir. Genival dos Santos Araújo
                                                                                               
 

ANO DA VIDA CONSAGRADA: Abordagem da logo

Caro leitor, venho mais uma vez dirigir-lhe algumas palavras nesse ano corrente, agora, um pouco mais distante, em solo mineiro, precisamente em Igarapé/MG, onde será o nosso novo seminário. Atualmente está fazendo comunidade os Padres Francisco, Ricardo e Anoar e também os religiosos Irmão Marcelo, Irmão Thalisson e eu, Irmão Genival.
Visto que estamos no ano da vida consagrada, a reflexão que se segue irá se pautar justamente nessa temática. A reflexão de janeiro já abordei tal tema, tendo como alicerce a carta apostólica do Papa Francisco às pessoas consagradas para a proclamação do ano da vida consagrada. Agora, o objeto de estudo é a logo do ano da vida consagrada, onde será abordado o significado dos símbolos que compõe a arte. A explanação dos símbolos são de uma publicação do Mosteiro do Salvador.

LOGO que nos é oferecido para o ano da vida consagrada apresenta através de símbolos os valores fundamentais da consagração religiosa. Visualiza em seus elementos a “obra incessante do Espírito Santo, que ao longo dos séculos desenvolve as riquezas da prática dos conselhos evangélicos através dos múltiplos carismas e também por este caminho torna perenemente presente na Igreja e no mundo, no tempo e no espaço, o mistério de Cristo” (VC, 5). 
A paz representada com a imagem da pomba também sinal da presença do Espírito Santo é uma chamada à vocação da vida consagrada a ser exemplo de reconciliação universal em Cristo. E para nós, que seguimos a cristo guiadas pelo Evangelho segundo a regra de S. Bento, um incentivo a mais para cada dia “procurar a paz e segui-la”.
            As águas, formadas por peças de mosaico, indicam a complexidade e a harmonia dos elementos humanos e cósmicos que o Espírito faz «gemer» segundo os misteriosos desígnios de Deus (cf. Rm 8, 26-27) para que confluam no encontro hospitaleiro e fecundo que leva à nova criação. Entre as vagas da história a pomba voa sobre as águas do dilúvio (cf. Gn 8, 8-14). Os consagrados e consagradas no sinal do Evangelho desde sempre peregrinos entre os povos vivem a sua variedade carismática e diaconal como «bons administradores da multiforme graça de Deus» (1Pe 4, 10); marcados pela Cruz de Cristo até ao martírio, habitam a história com a sabedoria do Evangelho, Igreja que abraça e purifica todo o humano em Cristo
            Os elementos cósmicos, representados pelas três estrelas, nos convidam a sermos, com nossa vida e atitudes, luzes suaves que juntas refletem a Grande Luz do Mundo nos espaços desprovidos da iluminação necessária para que nasçam e cresçam as Sementes do Reino. Sermos luzes com nossas ações para que os que andam nas sombras encontrem a própria Luz.
            Contudo, percebemos que a logo vem carregado de significados, portanto, transmitindo um senso da vida religiosa, o que é o foco do ano, voltar o olhar à vida consagrada, isso não significa que se dirige exclusivamente aos religiosos (as) mas uma convocação a todo o povo de Deus a olhar para a vida religiosa consagrada. 
            Por fim, compartilho que em comunhão com a nossa congregação, aos 21 de fevereiro de 2015 na Paróquia Santo Antônio de Igarapé/MG os religiosos Ir.Genival Santos Araújo, Ir. Marcelo Miotto Souza e Ir. Thalisson Gapski renovaram por mais um ano os conselhos evangélicos, segundo as constituições dos Missionários Servos dos Pobres, nas mãos de Pe. Francisco A. Dos Anjos, que presidiu a celebração. Concelebraram também os Pe. Ricardo Ayala Velázquez e Anoar Rosseto. Na mesma celebração os Associados do Bocado do Pobre renovaram a sua Promessa.
                                                                                                 Ir. Genival dos Santos Araújo S.D.P.

Uma Atitude Para a Quaresma:

FORTALECEI OS VOSSOS CORAÇÕES! (Tg 5,8)

              Com a quarta-feira de cinzas, podemos afirmar que abrimos as portas do tempo quaresmal. Tempo esse, que nos traz muitos ensinamentos, a começar pela quarta-feira de cinzas que recomenda-nos, a conversão do coração a Deus, a dimensão fundamental do tempo quaresmal, pois foi nesta celebração que pelo rito se assumiu um duplo significado: o primeiro referente à mudança interior, à conversão e à penitência enquanto o segundo recorda a precariedade da condição humana.
            Deste modo, no evangelho da mesma celebração, Jesus nos recomenda os instrumentos a serem utilizados na nossa caminhada quaresmal, para realizar uma autêntica renovação interior, mas também comunitária, as chamadas obras de misericórdia: com as esmolas (caridade), a oração e a penitência. Estas três práticas, são queridas também para a tradição hebraica, porque contribuem para purificar o homem aos olhos de Deus.
            O ponto de destaque aqui é que estes gestos exteriores devem ser realizados para agradar a Deus e não para obter a aprovação dos homens, pois, o exterior deve exprimir o que se retrata no interior, se assim feitos, expressam a determinação do coração de servir com simplicidade e generosidade.
            Quaresma é o tempo favorável, é o Kairós, um tempo de graça (cf.2Cor 6,2). Pois, Ele, nada nos pediu senão aquilo que Ele já não tenha dado o exemplo: “nós amamos porque Ele amou primeiro” (1Jo 4,19). Ora, vejamos que o seguimento, não quer significar que seja válido somente na quaresma, mas pelo contrário, a quaresma vem como um tempo oportuno, de modo a intensificar a nossa preparação para o grande evento da Páscoa do Senhor. 
            Somos convidados também a “fortalecer o coração” (Tg 5,8), a ascese deve estar em alta, pois é com o combate de si próprio, se apoiando em Deus que conseguiremos vencer as vicissitudes da natureza humana.
            Tendo presente as palavras do Papa Francisco, onde nota a indiferença para com o próximo, como tentação real em nossos dias. “Em cada Quaresma somos convidados a ouvir o brado dos profetas que levantam a voz para nos despertar.” Para Deus o mundo não lhe é indiferente, mas ama-o ao ponto de entregar seu filho pela salvação do homem.
            Contudo, a Quaresma traz-nos ricos ensinamentos e muitos significados, seja dos símbolos, cor e o rito, mas o que nos é pedido é uma ascese, um reconciliar com Deus, um voltar para o Senhor, porque é um tempo favorável, e o tempo é agora! O ontem já virou história, o amanhã ainda nos é um mistério e o hoje é um dádiva, por isso que chamamos de presente, presente de Deus.  
                                                                   Ir. Genival dos Santos Araújo S.D.P.

2015 - ANO DA VIDA CONSAGRADA




Papa Francisco proclamou 2015 como o ano da vida consagrada. Com isso, faz-nos voltar o olhar ao consagrados e consagradas à Deus que foram corajosos a responder ao chamado de Deus, procurando ser fiéis no seguimento radical de Cristo.
            Na carta apostólica do Papa Francisco às pessoas consagradas para a proclamação do ano da vida consagrada, fala-nos de três objetivos para esse ano: 1) O primeiro objetivo é olhar com gratidão o passado, ou seja os institutos de vida consagrada são convidados a olhar com o carinho para a sua história, vendo as suas origens e perceber como Deus foi agindo na história. 2) O segundo objetivo é que este ano chama-nos a viver com paixão o presente, a sermos guiados pelo Espirito, e Jesus deve nos perguntar: – “é verdadeiramente o primeiro e o único amor, como nos propusemos quando professamos os nossos votos? Só em caso afirmativo, poderemos – como é nosso dever – amar verdadeira e misericordiosamente cada pessoa que encontramos no nosso caminho, porque teremos aprendido d’Ele o que é o amor e como amar: saberemos amar, porque teremos o seu próprio coração”. 3) O terceiro objetivo é de abraçar com esperança o futuro, sabemos da dificuldades que se enfrenta na vida consagrada nas suas diversas formas, e a esperança de que falamos não se funda sobre números ou sobre as obras, mas sobre Aquele em quem pusemos a nossa confiança (cf. 2 Tm 1, 12).
            A expectativa do Papa é de que “onde houver religiosos, haja alegria”. Pois, a alegria é identidade do cristão, assim, se o cristão deve mostrar alegria, quanto mais os consagrados. Na Evangelii gaudium N.14, o Papa diz que “A Igreja não cresce por proselitismo, mas por atração” a vida consagrada só cresce, se as jovens e os jovens que nos encontram se sentirem atraídos por nós, se nos virem homens e mulheres felizes! De igual forma, a eficácia apostólica da vida consagrada não depende da eficiência e da força dos seus meios. “É a vossa vida que deve falar, uma vida da qual transparece a alegria e a beleza de viver o Evangelho e seguir a Cristo.
            Lembremos que o ano da vida consagrada, não se dirige somente aos consagrados, mas a toda a Igreja de maneira geral. Pois o que seria da Igreja sem São Bento e São Basílio, sem Santo Agostinho e São Bernardo, sem São Francisco e São Domingos, sem Beato Giácomo Cusmano e Francisco Spoto, em fim a lista seria enorme.
            Voltemos o olhar também, aos Consagrados e Consagradas de nossa paróquia, as Irmãs Claretianas que desempenham um apostolado muito bonito dentro seu carisma, os religiosos da nossa Congregação, os Missionários Servos dos Pobres que também dentro do seu carisma desempenham o seu apostolado, rezemos pelos nossos consagrados, os que passam por dificuldades, desânimos, que sejam perseverantes no seu santo chamado, sejam confortados pelo exemplo do crucificado e pelo apoio dos irmãos em cristo. Peçamos a Deus para que brote novas vocações. Tivemos nosso estágio vocacional, no final de 2014 e irão ingressar 4 jovens em nosso seminário em Joaçaba/SC. Mas que não pare por ai, pois sabemos que a messe é grande.

                                                                                      Ir. Genival dos Santos Araújo S.D.P.

Santo e Abençoado Natal


Os Missionários Servos dos Pobres deseja a você um Santo e Abençoado Natal! 


Que o Menino Deus traga ao coração de toda a sua família muita Paz, Saúde e Alegria!  

A ESPIRITUALIDADE DOS MISSIONÁRIOS SERVOS DOS POBRES


A ESPIRITUALIDADE DOS MISSIONÁRIOS SERVOS DOS POBRES


Os Missionários Servos dos Pobres seguem a espiritualidade de seu fundador, o Beato Giácomo Cusmano. Assim, o presente artigo desse mês, delinear-se-á sob algumas pinceladas da espiritualidade do Beato Giácomo Cusmano.
            A vida de Giácomo Cusmano é fecundada de uma profunda espiritualidade, que é acompanhada de perto por seu diretor espiritual, o Cônego Turano. As suas iluminações externas são recebidas sobretudo, da proximidade com seu diretor espiritual, através de muitas vezes de colóquios bíblico-espirituais, leituras de suas obras, dos autores espirituais e dos textos doutrinais.
            Assim, como seu Beato fundador, os Missionários Servos dos Pobres, procuram, na sua vida espiritual um acompanhamento de um diretor espiritual. Não tendo uma inclinação a revalorizar a piedade popular com várias devoções, mas, olhar para Cristo, Deus, Maria como únicos modelos aos quais deve-se olhar. Ainda, tendo presente que o itinerário espiritual, deve partir de uma continua conversão da alma, com o propósito do anseio de aderir à sua vontade a de Deus.
            A missão do Pe. Giácomo e de seus filhos (os Missionários Servos dos Pobres) é a de cooperar com a obra do Deus criador para “uma nova criação”, de Deus providente para ir ao encontro das necessidades dos pobres, Deus redentor para salvar as almas da miséria do pecado e de Deus Santificador procurando meios de santificação para as almas. No centro desta ótica está Cristo. Todo itinerário espiritual deve caminhar para uma linha de identificação progressiva com o Cristo que padece pela redenção dos pobres pecadores, totalmente fixo para a realização da vontade do Pai
            Quem se consagra a vida religiosa, nos Missionários Servos dos Pobres, deve ir à escola do crucificado, onde deve aprender que se vive morrendo e se ganha perdendo e, quando se torna mestre, nesta estratégia divina, então com certeza, com a graça do Senhor, tornar-se-á digno de sustentar e de vencer as batalhas da maior glória de Deus. Ainda insistia, o Beato fundador, que a escola do Crucificado é a escola do amor, de zelo apostólico, fortificados “na caridade de Jesus Cristo” é a escola de sacrifício. Contudo, deve-se manter um ardor eucarístico que não seja sentimental ou devocional, mas Jesus recebido na Eucaristia é o pão da vida eterna, único anseio da alma amante, o “todo”, pelo qual vale a pena renunciar a tudo.
Acima de tudo, e especifico dos Servos dos Pobres, é o “senso do pobre”, que é característico do Pe.Giácomo Cusmano, onde observa-se não uma piedade tradicional que sustenta um novo ativismo caritativo, mas uma nova espiritualidade da ação caritativa. Ou seja, isso remete de imediato ao seu carisma: Caridade sem Limites, toda a sua espiritualidade era também guiada pela caridade sem limites, e o profundo respeito e veneração ao pobre. O qual ele afirmava que o pobre era um outro sacramento, pois no pobre está verdadeiramente o rosto do cristo que sofre.

Contudo, pode-se inferir que os Missionários Servos dos Pobres, buscam no seu dia-a-dia, a vivência do itinerário espiritual, espelhado no seu santo fundador, o Beato Giácomo Cusmano, de olhar para Cristo como modelo de santidade respondendo a sua vocação de batizados e de consagrados a vida religiosa.
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