Dia nacional de combate à intolerância religiosa


No Brasil, desde 2007, o dia 21 de janeiro é comemorado como o Dia Nacional de Combate a Intolerância Religiosa. A data foi oficializada pelo presidente Lula através da Lei nº 11.635 como um incentivo ao respeito e à liberdade religiosa. 
A data escolhida homenageia Gildásia dos Santos e Santos, popularmente conhecida como Mãe Gilda. A sacerdotisa do terreiro Axé Abassá de Ogum, em Salvador, morreu de enfarte, após ver a própria foto publicada no jornal de uma igreja evangélica, acompanhada de insultos.
A data lembra a oposição a toda forma de violência contra a manifestação religiosa pessoal ou grupal. No Brasil, a liberdade de expressão religiosa é garantida pela Constituição Federal.
Segundo o membro da Comissão Arquidiocesana para o Diálogo Inter-Religioso, Diácono Nelson Augusto Santos Águia, a Igreja Católica sempre foi pioneira na questão do diálogo e da fraternidade entre as religiões. O Concílio Vaticano II afirmou muito isso em documentos que falam sobre a liberdade religiosa e também sobre a fraternidade que devemos ter entre as religiões. Aqui, na Arquidiocese do Rio, nós temos a Comissão de Ecumenismo e Diálogo Inter-Religioso. Dificuldade sempre nós temos, porque nós somos diferentes; mas o que nós queremos ressaltar é aquilo que nos une. Nós não vamos ali debater questões dogmáticas, doutrinárias, isso nós deixamos para os teólogos. O que nós queremos é demonstrar ao mundo que as religiões pregam o amor e a fraternidade. E a Igreja Católica, claro, não ficaria fora dessa, é uma missão dada por Jesus: “amai-vos uns aos outros como Eu vos amei”, disse.


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