Amor e sexualidade


         
     No dia 12 de junho comemoramos o Dia dos Namorados. A partir de algumas passagens do YouCat (YC), proponho uma reflexão para este dia especial, sobre como a Igreja vê a questão do amor e da sexualidade. Acompanhemos.
  O ser humano é um ser sexual, pois Deus o criou como homem e mulher, os fez um para o outro e para o amor, concebendo-os com desejos eróticos e com a capacidade de ter prazer. Ele criou-os para transmitirem a vida. Assim, ser homem ou ser mulher marca o ser humano muito profundamente; são duas formas de sentir, duas formas de amar, duas formas de se relacionarem com os filhos, duas formas de crer. (cf. YC 400)
        Mas se Deus criou homem e mulher para o amor, o que é o amor afinal de contas? É a livre entrega do coração; por isso, a mais bela forma de amor neste mundo é o amor entre um homem e uma mulher, no qual duas pessoas se entregam mutuamente para sempre, imagem do amor divino. (cf. YC 402) Nesse sentido, a sexualidade e o amor estão inseparavelmente unidos, sendo que sexo sem amor torna-se desumano, degrada-se em puro meio de prazer e degenera em mercadoria. Só um amor unitivo e estável cria espaço para uma sexualidade que é vivida com humanidade e dá felicidade duradoura. (cf. YC 403)
Namoro santo        Dessa forma, a Igreja defende que cada cristão deve viver castamente o seu amor, seja jovem ou adulto, seja solteiro ou casado, pois todas as pessoas estão vocacionadas para o amor; ser casto, então, doar a vida, é amar sem reservas (cf. YC 406) é assumir conscientemente a sexualidade integrando-a na personalidade. Quem é casado(a) vive castamente quando vive conscientemente a sexualidade pelo amor e como expressão desse amor, se defendendo contra todas as forças internas e externas que o procuram destruir. (cf. YC 404)
        Viver um amor puro e indiviso é uma graça e um maravilhoso dom de Deus, mas é também fruto do esforço humano, quando se busca não ser escravo dos impulsos e paixões, através de uma autodisciplina que se deve adquirir, exercitar e conservar em cada etapa da vida. (cf. YC 406) Assim sendo, a Igreja é contra as relações sexuais antes do Matrimônio porque ela quer proteger o amor, pois o amor é tão grande, tão santo e tão único, que a Igreja pede insistentemente aos jovens que esperem pelo casamento para assumirem totalmente o relacionamento sexual. (cf. YC 407)
Deste modo, como pode alguém viver como jovem cristão, se já vive uma relação pré-matrimonial? Deus ama-nos em cada momento, em cada estado obscuro, e até em estado de pecado. Deus ajuda-nos a procurar a verdade total do amor e a encontrar caminhos para o viver cada vez mais inequívoca e decididamente. Cada vida é um processo e, como sempre ocorreu, pode acontecer um novo início com a ajuda de Deus. (cf. YC 408)
Desejo a todos uma ótima reflexão e um Feliz Dia dos Namorados!

Tudo o que torna fácil o encontro sexual promove ao mesmo tempo a sua queda no precipício da insignificância.” (Paul Ricoeur, filósofo francês)


A doação física total seria falsa se não fosse sinal e fruto da doação pessoal total.
(João Paulo II, Familiaris consortio, 11)

“Os jovens [...] querem coisas grandes. [...] Cristo não vos prometeu uma vida confortável. Quem deseja comodidades com Ele errou na direção. Mas Ele mostra-nos o caminho rumo às coisas grandes, ao bem, rumo à vida humana autêntica.”
(Bento XVI, 25/04/2005)


Feliz Dia dos Namorados
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