Nossos Santos: Beata Albertina Berkenbrock


Beata Albertina Berkenbrock



Albertina nasceu a 11/04/1919 em Imaruí (SC). Foi batizada no dia 25/05, crismada a 09/06 e fez a Primeira Comunhão no dia 16/08/1928. Sua família soube educá-la na fé e ela participava com frequência da vida religiosa da comunidade. Era muito devota de Nossa Senhora e tinha especial devoção a São Luís, titular da capela da sua e modelo de pureza. Assim, foi no ambiente simples, belo e cristão de sua família que Albertina cresceu; e também fora de casa ela se apresentava como modelo para os colegas e motivo de admiração para os adultos. Sua caridade era grande. Gostava de acompanhar as meninas mais pobres, de jogar com elas e com elas dividir o pão que trazia de casa para comer no intervalo das aulas. Teve especial caridade com os filhos do seu assassino, que trabalhava na casa do pai.
Certo dia Albertina saiu à procura de um boi que havia fugido. Quando os encontra, perto deles estava também Maneco, um empregado de seu pai, que estava carregando feijão na carroça. À pergunta de Albertina pelo boi desaparecido, o homem lhe dá uma pista falsa para encaminhá-la até a mata. Ele vai atrás dela a fim de satisfazer seus apetites. Albertina tenta fugir e luta com Maneco, que por fim agarra-a pelos cabelos e lhe afunda o canivete no pescoço, degolando-a. O assassino despista o crime, dizendo que encontrou o corpo de Albertina e que sabe quem a matou, acusando inocentemente João Candinho, que protesta, dizendo-se sem culpa. Durante o velório, Maneco aparecia toda hora por perto da sala onde se velava o corpo de Albertina. Não parava de ir e vir. Os colonos então começavam a desconfiar que o culpado era Maneco; enquanto isso, ele tramava a fuga.
Dois dias depois chegou o prefeito de Imaruí, que acalmou a população e mandou soltar João Candinho. Foi à capela, tomou um crucifixo e, acompanhado por Candinho e outras pessoas, foi à casa do pai de Albertina, o colocou sobre o peito da menina morta. Mandou que João Candinho colocasse as mãos sobre o crucifixo e jurasse que era inocente. Dizem que naquele momento a ferida parou de sangrar. Entretanto, Maneco acabava de fugir. Preso em Aratingaúba, confessou o crime e outros mais.  Então ele foi levado para Laguna onde foi condenado e levado para a penitenciária; depois de alguns anos morreu.

Já no dia da morte de Albertina começou a formar-se entre o povo a convicção de que Albertina morreu mártir e, por isso, é santa; além do mais, muito cedo começaram a correr relatos de graças alcançadas por intercessão de Albertina. Assim, muitíssimas pessoas deram início a romarias ao lugar de sua morte e a seu túmulo no cemitério de São Luís. Mais tarde seus restos mortais foram colocados dentro da igreja de São Luís num elegante sarcófago de granito. Foi beatificada em 20 de outubro de 2007, sendo sua festa litúrgica celebrada a 15 de junho.

Saiba mais
← Postagem mais recente Postagem mais antiga → Página inicial