Nossos santos: Beata Bárbara Maix


Beata Bárbara Maix



Bárbara nasceu em Viena, Áustria. Seu pai era camareiro do Imperador, mas a família vivia na miséria. A desnutrição ocasionou a morte de vários de seus irmãos. Embora tenha crescido num lar muito pobre, era solidamente edificado na fé cristã. Aos 15 anos ela ficou órfã de pai e mãe. Enfrentando a vida praticamente sozinha, fez curso de modista, habilitando-se a ensinar corte e costura, bordado e artes femininas. Passava horas inteiras em oração na Igreja de Nossa Senhora da Escada, onde percebeu a necessidade de se empenhar na solução dos graves problemas sociais de Viena. Pensou em fundar a Congregação do Sagrado Coração de Maria, e em 1843 abriu uma pensão destinada a acolher moças desempregadas. Com Bárbara já estavam reunidas 18 congregadas, sob a orientação espiritual e apoio do Pe. João Nepomuceno.
Em 1848  explodiu a revolução liberal em Viena, perseguindo a Igreja e associações religiosas. Bárbara e suas companheiras foram obrigadas a abandonar sua residência. Dispôs-se a ir para a América do Norte. Reuniu 21 companheiras. Enquanto aguardavam, no porto de Hamburgo, aportou um barco com destino ao Brasil, e entendeu Bárbara ser esta a vontade de Deus. Decidiu partir, e acompanhou-as o Pe. João, que também tencionava fundar a Congregação dos Irmãos do Sagrado Coração de Maria. Chegaram ao Rio de Janeiro em 09/11 “sem dinheiro, sem conhecimento de ninguém, sem saber a língua, com muita fome, mas cheias de confiança em Deus e em Nossa Senhora”. A pedido do Bispo do Rio de Janeiro foram acolhidas pelas Irmãs Concepcionistas por seis meses. Em 08/05/1849 emitiram os votos religiosos e ficou ereta, juridicamente, a Congregação do Sagrado Coração de Maria, já com 22 membros. Bárbara recebeu o nome religioso de Madre Maria Bárbara da Santíssima Trindade.
Elas se comprometeram com os pobres e necessitados: acolhiam mulheres que procuravam asilo, dedicavam-se à educação das jovens mais abandonadas e cuidavam dos doentes.  Devido ao problema da orfandade no Brasil, que ia se agravando em conseqüência das epidemias e da Guerra do Paraguai, Madre Bárbara passou a prestar serviço em diversos Asilos do Império: em Niterói (RJ), Pelotas e Porto Alegre (RS). As  Irmãs cuidavam também dos pestilentos e vítimas da guerra. Sofreram toda sorte de hostilidade nos Asilos mantidos por sociedades leigas, pertencentes à maçonaria. Um grupo de Irmãs do Asilo de Pelotas, influenciado e apoiado pela Diretoria, separou-se da Congregação, fazendo acusações infundadas e calúnias contra a Fundadora. Em 31/12/1870, Bárbara partiu para o Rio de Janeiro, onde assumiu a Escola Doméstica, destinada a acolher moças órfãs, e aí permaneceu até um mês antes de sua morte. Faleceu em Catumbi (RJ), no dia 17/03/1873. Deixou o perdão como herança, e a todos o perfume da sua santidade. A partir de então suas acusadoras começaram a reconhecer suas virtudes e penitenciar-se pelo mal cometido contra ela. Foi beatificada no dia 06/11/2010 no Ginásio Gigantinho, em Porto Alegre. 
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