Nossos santos: Beato Mariano


Beato Mariano

Mariano nasceu em 31/12/1905 em Palência (Espanha). No ambiente familiar cristão não foi difícil surgir a vocação para a vida sacerdotal e religiosa agostiniana, vocação ainda reforçada pelo incentivo dos outros três irmãos que também abraçaram a Ordem Agostiniana. Assim, em 29/08/1921 ingressou no seminário agostiniano de Valladolid, com ânimo sereno e honesto nas suas atitudes. No dia 10/07/1922 fez a primeira profissão religiosa, a 02/01/1926 a profissão solene e em 25/07/1930 foi ordenado sacerdote.
No ano seguinte, a 21/08/1931 chegou em terras brasileiras, para atuar na Paróquia de Taquaritinga (SP). Em 1933 foi transferido para o Colégio Santo Agostinho, de São Paulo, onde foi professor, secretário e ecônomo. Entre 1945 e 1948, foi superior da Vice-província Agostiniana do Brasil. Em 1949, foi para o Colégio de Engenheiro Schmidt, onde foi diretor, por três anos, e professor e conselheiro da Vice-província, até 1960, quando transferiu-se de novo para o Colégio de Santo Agostinho, onde permaneceu até o fim da vida.
A natureza o contagiava, era uma exaltação da beleza da criação. Tinha seu jardim no terraço do Colégio. Ali estava nos seus momentos de descanso. Essa sensibilidade adquiria uma dimensão portentosa quando se tratava da família, dos amigos, dos ex-alunos, dos sofredores, dos mais necessitados. Grandes amores do Pe. Mariano: a eucaristia – Nossa Senhora – as crianças – os pobres – os enfermos.
 Grandes paixões do Pe. Mariano: a natureza – a família – as oficinas de Santa Rita de Cássia – as vocações agostinianas.
De caráter firme, mas generoso, espontâneo, desprendido e muito sensível diante da dor o Pe. Mariano terá sua vida marcada pelo amor aos que sofrem, levando aos doentes o conforto da sua presença e da sua palavra de esperança.
Não importavam as deficiências auditivas e visuais que o acompanharam durante muitos anos de sua vida. O amor era mais forte, a caridade o impelia, "a morte não espera", dizia, a solidão aumenta a dor. Uma necessidade de um doente antepunha-se a tudo. Era muito conhecido no Hospital do Câncer. Sua presença era um bálsamo, levando a comunhão e os demais sacramentos. Lá ele gozava fama de santo, parecendo o Cristo, semeando coragem e entrega total a Deus. Será enfim essa mesma doença que o levará um dia para o céu. Como Cristo, Pe. Mariano foi o cordeiro levado ao matadouro e imolado, sem se queixar, sem murmurar, crucificado no seu leito de dor. Faleceu no dia 05 de abril de 1983, sendo beatificado em 05 de novembro de 2006.
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